24 de dez. de 2010

Lésbia


Cróton selvagem, tinhorão lascivo,
Planta mortal, carnívora, sangrenta,
Da tua carne báquica rebenta
A vermelha explosão de um sangue vivo.


Nesse lábio mordente e convulsivo,
Ri, ri risadas de expressão violenta
O Amor, trágico e triste, e passe, lenta,
A morte, o espasmo gélido, aflitivo...


Lésbia nervosa, fascinante e doente,
Cruel e demoníaca serpente
Das flamejantes atrações do gozo.


Dos teus seios acídulos, amargos,
Fluem capros aromas e os letargos,
Os ópios de um luar tuberculoso...


-- Cruz e Souza / Broquéis (1893)
Eu perguntei pra ele se ele queria ficar, mas não era assim tão fácil permanecer sóbria. Naquele tempo não existia fumaças como nós víamos em explosões e em guerras artificias. é coisa da sua cabeça. transparerência é mitologia inventada. eu não criei nada, apareceu. você não estava aqui quando eles bateram na porta e foram entrando, malandros eles repetiam como bordoadas em repetição. Desculpe senhora, eu não quis ofender quando eu disse que tinha um besouro na sua face. abri a janela, não tinha reparado que colocaram fogo na entrada da igreja.

18 de abr. de 2010


metade das mãos enrolaram, vultos adjacentes se comprimiram para estourar uma nova precisão. do morro era possível ouvir ecos, um vez por todas, craveja pontas em si. correram tentando escapar do reflexo, invadindo ocas em determinados momentos, contaram entre si, observaram que o agudo seria uma melhor opção. correram novamente, os membros inferiores já não aguentavam mais. pelo menos, algumas rugas são disciplinadas.