21 de out. de 2008

sem querer rabisquei sua cara, enquanto você tentava comer o sol. tentei desligar o filme da poltrona levantada, no cento os olhos cultivavam hinos e foi assim que certifiquei se as malditas empregadas tinham arrumado nosso ninho. tirei minha roupa de banho e fantasmas me cercaram. levantei assim, um por dois. um mudo gemido. uma língua partida, eu espírito aberto.
um flor anêmica se erguia perto da praça acesa. um beijo sem expor a vil consciência.

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