7 de dez. de 2008

(foto /pieter bruegel)


meus batons acabaram no final de semana sóbrio, onde meia cerveja para te fazer feliz. você me fazia perguntas que eu não poderia responder, nem na cama, nem no banheiro. insisitia mexendo no meu cabelo, saltando de para-quedas. chamando atenção no telefone, ligando como gato para secretária do motel, que há anos lia romance escondido e irritava com chamadas perdidas diante do balcão, ameaçava com uma faca sem ponta. não fazia sentido algum. me trazia rabanete cozidos, diretamente da malásia. você nasceu num chalé, nem acreditava quando cantava beat it inteira. eu ficava calada, não retrucava. eu me divertia olhando os quadrinhos que foram pintados por mãos disléxicas, adorava aquilo. depois no final da tarde deitávamos e sentia suaves comichões. uma pulga numa lupa para enxergar melhor o que tem que ser publicado, me sentava e começava a marcar pente no seu paletó. descíamos correndo pro banheiro. feminino no masculino. até que algum laço soltava para mostrar seus bicos do seio. ainda duro.

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