7 de nov. de 2008

tomo café sempre sorrindo, é uma paz carnal café quente caindo no estômago, posso sentir o líquido que caí nas paredes invisíveis. na manhã, ou na noite perturbada eu sempre calculo. seja qual for, vou correr e me inclinar na estátua até sentir hálito de menta. vou pegar meus livros jogar contra o ventilador. corro na cafeteira com meu vestido muito curto, eu não sinto vergonha de estar sem calcinha, ou se meu sutian esteja rasgado, eu vou mesmo cortar meu cabelo semana que vem. de repente me sinto triste, como aranhas em teias redobráveis, aquilo que bebi ontem a noite, não fui eu quem preparei. mais um motivo de preguiça ambulante, eu só quero deitar e sonhar que eu vomitava tudo que eu tinha comido a minha vida inteira. é um saco ter que cozinhar sem panelas, as visitar reclamam em ter que comer na mão, bebe café então. me deixa em paz, eu só quero fazer uma macarronada e jogar caspa em cima. é quase uma nostalgia pensar em tudo que vem acontecendo ultimamente, já que você foi embora com a minha mais bela cacinha, comprada na sebo da dona lurdes.

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