capítulo 4;em novembro as coisas mudam de sentindo, parecendo inverno num copo gelado. eu tomada por resfriado não enxergava com clareza o que se via no espelho do lado. se eu e você cair desse lado ambos morremos, porque o grau da idiotice é três vezez multiplicado com coração na mão.
no deserto as falas sem ar:
-poderia te matar aqui mesmo.
-você não faria isso.
-faria e repetiria ao cubo.
-impossível me transformar em uma, já que nem eu mesmo sou uma.
-na faca você é.
-mas no espelho não.
depois uma facada para terminar o cubo mágico.
"mate-a, mas deixa seu alma viver."
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